spacer
 
Advanced Search
Astrobiology Magazine Facebook  Astrobiology Magazine Twitter
  
Retrospections Portuguese Translations Europa Possui Suficiente Oxigênio Para a Vida
 
Europa Possui Suficiente Oxigênio Para a Vida
Fonte: baseado numa publicação de notícia da Divisão de Ciências Planetárias
print PDF
Europa
Posted:   10/16/09
Author:    Tradutor: Bruno Martini

Summary: Nova pesquisa sugere que há bastante oxigênio disponível no oceano sub-superficial de Europa para sustentar processos metabólicos baseados em oxigênio para vida similar à da Terra. De fato, pode haver oxigênio suficiente para sustentar organismos complexos como animais com demandas de oxigênio bem maiores que microrganismos.

Um modelo do interior de Europa, incluindo um oceano global. Se um oceano de 100 quilômetros de profundidade existisse sob a camada de gelo de Europa, ele seria 10 vezes mais profundo que qualquer oceano da Terra e conteria duas vezes mais água que os oceanos e rios da Terra combinados. Crédito: NASA/JPL
O oceano global da lua de Júpiter, Europa, contém aproximadamente duas vezes a quantidade de água líquida dos oceanos terrestres combinados. Nova pesquisa sugere que pode haver bastante oxigênio disponível naquele oceano para sustentar vida, umas cem vezes mais oxigênio do que estimado anteriormente.

As chances para a vida têm sido incertas, pois o oceano de Europa se encontra vários quilômetros abaixo do gelo, que o separa da produção de oxigênio da superfície por partículas energéticas carregadas (similares a raios cósmicos). Sem oxigênio, a vida poderia concebivelmente existir nas fontes hidrotermais do fundo oceânico, utilizando químicas metabólicas exóticas, baseadas em enxofre e metano. No entanto, não é certo se o fundo do oceano realmente proveria as condições para tal vida.

Consequentemente, uma pergunta-chave tem sido se suficiente oxigênio alcança o oceano para sustentar processos metabólicos baseados em oxigênio, que é mais familiar a nós. Uma resposta vem da consideração da pouca idade da superfície de Europa. Sua geologia e escassez de crateras de impactos sugerem que o topo do gelo é continuamente reformado, tanto que a atual superfície tem apenas uns 50 milhões de anos, grosseiramente 1% da idade do Sistema Solar.

Richard Greenberg da University of Arizona (Universidade do Arizona) considerou três processos genéricos pelos quais a superfície é refeita: gradualmente assentando material novo na superfície; abrindo rachaduras que são preenchidas por novo gelo pelo fundo; ou rompendo porções da superfície e repondo-as com esse material novo. Usando estimativas para a produção de oxidantes na superfície, ele encontra que a taxa de fornecimento para o oceano é tão rápida que a concentração de oxigênio poderia exceder a dos oceanos da Terra em apenas alguns milhões de anos. Greenberg apresentou suas descobertas no 41ª encontro da Division for Planetary Sciences (Divisão de Ciências Planetárias) da American Astronomical Society (Sociedade Astronômica Americana) que ocorre nesta semana em Fajardo, Porto Rico.

Sem oxigênio, a vida poderia continuar existindo em torno de fontes hidrotermais submarinas em Europa, similares à esta fumarola no fundo do oceano próxima à ilha de Guam. Crédito: WHOI
Greenberg diz que as concentrações de oxigênio poderiam ser grandes o bastante para sustentar não apenas microrganismos, mas também “macrofauna”, isto é, organismos mais complexos como animais, que possuem demandas por oxigênio maiores. O suprimento de oxigênio continuado poderia sustentar aproximadamente 3 bilhões de quilogramas de macrofauna, assumindo uma demanda por oxigênio similar a dos peixes terrestres.

As boas novas para a questão da origem da vida é que poderia haver um retardo de uns dois bilhões de anos antes do primeiro oxigênio superficial ter alcançado o oceano. Sem este retardo, a primeira química pré-biótica e as primeiras estruturas orgânicas primitivas poderiam ser interrompidas pela oxidação. A oxidação é um perigo, a menos que os organismos tenham evoluído alguma proteção contra seus efeitos danosos. Um retardo similar na produção de oxigênio na Terra foi provavelmente essencial para permitir que a vida começasse aqui.

Richard Greenberg é o autor do livro recente “Unmasking Europa: The Search for Life on Jupiter’s Ocean Moon” (“Desmascarando Europa: A Busca pó Vida no Oceano da Lua de Júpiter”, sem tradução para o português) que oferece uma imagem compreensível de Europa para leitores em geral.

This story was originally published in English.


Related Stories

Astrobiology Roadmap Goal 2: Life in our Solar System
Astrobiology Roadmap Goal 3: Origins of Life

Swimming a Salty Sea
Hitting Europa Hard
Hoping for Europa
Europa First
About Us
Contact Us
Links
Sitemap
Podcast Rss Feed
Daily News Story RSS Feed
Latest News Story RSS Feed
Learn more about RSS
Chief Editor & Executive Producer: Helen Matsos
Copyright © 2014, Astrobio.net