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Retrospections Translations Portuguese Translations As Civilizações Galácticas: Parte V
 
As Civilizações Galácticas: Parte V
Tradutor: Bruno Martini
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Alien Life
Posted:   10/27/03

Summary: Esta é a quinta e última parte da série de apresentações realizadas em um fórum público patrocinado pelo ramo de exobiologia da NASA. O fórum ministrado em Palo Alto, Califórina, na terça de 26 de agosto de 2003 foi intitulado "A Equação de Drake Revisitada".

Vida Alienígena



A equação de Drake foi desenvolvida como um meio de prever a possibilidade de detectar outras civilizações na nossa galáxia. No fórum, Frank Drake, que formulou a equação há 42 anos atrás, moderou um debate entre Peter Ward e David Grinspoon.

Nesta edição, os três participantes respondem a perguntas da audiência sobre a evolução da inteligência em máquinas e o potencial para civilizações que abrangem a galáxia.

Partes anteriores desta série apresentaram o discurso de abertura por Drake, Ward e Grinspoon e a primeira metade do período de perguntas e respostas. Veja partes 1 * 2 * 3 * 4




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Raymond Kurtzwell acredita que a evolução está nos levando para uma implementação digital em um futuro não tão distante.
Crédito da imagem: MIT
Pergunta: Esta discussão é toda biologicamente orientada e nós estamos agora em uma era de desenvolvimentos digitais. Se você ler Kurzwell, a evolução está nos levando para uma implementação digital em um futuro não tão distante. E como a evolução É um fator exponencial, há um bom presságio para a inteligência. Não necessariamente inteligência biológica, mas inteligência.

Grinspoon: Arthur C. Clarke, que como você sabe é o H. G. Wells da era paleocibernética, uma vez disse que nós estamos próximos do fim da evolução biológica e início da evolução da inteligência. E eu penso que nós temos possivelmente uma tendência inata contra esta ideia. Nós não gostamos dela. Que as máquinas que nós criamos poderiam sobreviver e perdurar além de nós, se tornando algo superior ao que somos.

Mas quando superamos a reação emocional, não há qualquer razão lógica para acreditar que máquinas inteligentes não serão de fato inerentes à Terra e talvez inerentes ao Universo. E você certamente pode imaginar, mesmo se isto não acontecer aqui, que em algum planeta máquinas inteligentes foram criadas e são efetivamente imortais. De fato eu acredito que seja difícil argumentar o oposto. E eu concordo plenamente com você que quando nós consideramos o espectro completo de possibilidades, com evolução de inteligência extraterrestre, que nós devemos considerar a existência de civilizações de máquinas quase imortais lá fora. E uma possibilidade intrigante é que quando recebermos um sinal, que certamente receberemos mais cedo ou mais tarde – eu prefiro mais cedo – nós poderemos não saber se ele vem de uma máquina ou de uma entidade biológica.

P: Um problema com os seres humanos alcançando outros sistemas estelares é que nós não temos interruptores. Se os humanos fossem substituídos ou ultrapassados por inteligências artificiais que possuíssem interruptores para desligá-las ou se isto ocorreu em algum outro planeta ou outro sistema estelar, parece provável que eles teriam explorado outros sistemas estelares e os colonizado, incluindo o nosso. O que significa que se este tipo de coisa fosse comum, seria improvável que não tivesse ocorrido ainda. Mas aparentemente isto não ocorreu ainda.

Ward: O seu nome é Fermi?

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Enrico Fermi é conhecido como o criador do Paradoxo de Fermi na pesquisa SETI.
Crédito: Wikipedia
P: Sim, este é o paradoxo de Fermi, mas ele só funciona se você tiver uma espaçonave que possa ir rápido o bastante para que as formas de vida se aproveitem dela, ou se você tiver formas de vida que possam ser desligadas para que colonizem a galáxia com uma espaçonave com velocidade moderada.

Grinspoon: Algumas ideias. Uma, eu acredito sim que há uma tendência temporal, no sentido de que vemos como impossível viajar entre estrelas porque em um tempo de vida humano nós não podemos conceber viagens entre estrelas, porque elas estão muito distantes e nós somos certamente limitados pela velocidade da luz e provavelmente, na prática, por velocidades bem mais baixas. Mas porque outros seres, evoluídos em outros planetas, se importam com escalas de tempo de uma vida humana? Você pode imaginar uma árvore sequoia inteligente que não tem problemas com viagem interestelar. Então eu penso que não deveríamos ser tão temporalmente chauvinistas, apenas porque nós enfrentamos tal armadilha entre vidas curtas e as estrelas serem tão distantes.

Mas o outro comentário que eu gostaria de fazer é que nós não sabemos se isto não ocorreu. Nosso Sistema Solar é quase totalmente inexplorado. E enquanto eu apoio completamente o SETI por rádio e penso ser óbvio que devemos continuar e expandir nossos esforços pelo SETI por rádio, pois ele é barato e parece destinado ao sucesso cedo ou tarde, eu também penso que há outras formas de procurar.

E eu penso que – aqui pendemos para a ficção científica, para o jornalismo de tabloides ou o que for – não há razão para enquanto exploramos o Sistema Solar, não procurarmos por artefatos. O cinturão de asteroides poderia enigmaticamente conter lixo alienígena e nós não saberíamos ainda. E certamente, se houvesse um obelisco enterrado na Lua, nós não o teríamos descoberto ainda. Então é inteiramente possível que alguém tenha estado na nossa região do espaço nos bilhões de anos que nosso sistema planetário está aqui.

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Fibras óticas..
Crédito da imagem: National Institute of Standards and Technology (Instituto Nacional de Protótipos e Tecnologias).
P: Dr. Drake, em seu discurso de abertura sobre o fator L, você falou sobre como a civilização humana foi das transmissões de rádio para o cabo em cem anos e então, efetivamente nós estamos quietos agora. Mas você disse que pode haver uma civilização lá fora que seria “barulhenta” por um bilhão de anos. Eu presumo que você não quis dizer eles tiveram a inteligência para desenvolver transmissões a rádio, mas depois eles levaram um bilhão de anos para desenvolver a cabo. Então, o que você tinha em mente?

Drake: Nós, é claro, não desaparecemos ainda. O número dos nossos transmissores de televisão de alta potência se manteve praticamente constante no presente. Isto é, apenas olhando na bola de cristal, alguns veem que dentro de 100 anos nós provavelmente reduziremos estes meios de transmissão de televisão e mudares completamente para satélites, fibras ópticas e cabos. E a expectativa é que pelo menos aquele sinal de nossa existência desaparecerá.

Agora a grande questão é: alguma coisa o substituirá? Por exemplo, nós estamos agora seriamente considerando construir satélites para energia solar. São enormes coletores de energia solar postos em órbita. Eles transmitem a energia que capturam para a Terra por feixes de microondas. Uns poucos anos atrás, eles foram considerados e determinados como não práticos economicamente. Não tecnologicamente, mas economicamente. Agora esta cena mudou e os engenheiros estão nos dizendo: sim, estes sistemas poderiam ter maior retorno do que o custo de colocá-los em órbita.

Agora se esta for a onda do futuro, poderemos ter centenas destas coisas no espaço. Se o poder de transmissão é de aproximadamente um bilhão de watts, isto significa o que eles transmitem para a Terra. Todas as antenas são imperfeitas, elas refletem um pouco da energia para o espaço, digamos um por cento, mesmo em uma ótima antena. Bem, um por cento de um bilhão de watts é 10 milhões de watts, o que é mais que nosso transmissor típico de TV atual. Então, se esta for a onda do futuro – e claro que tem um apelo, pois ela é energia limpa, sem poluição, você não está sobre-aquecendo a Terra, não há problemas com ela – a nossa civilização deverá permanecer visível por um tempo bem longo.

É claro, um bilhão de anos, quem sabe? Quando nós jogamos com uma cena de um bilhão de anos, nós estamos falando sobre as civilizações imortais de David, civilizações que querem se comunicar e criam farois para o benefício de outras civilizações. Agora isto é uma coisa bem ficção científica, mas você não pode descartar. E foi proposto muitas vezes, de forma séria, que há uma rede de comunicações galáctica – por assim dizer, civilizações intercomunicativas que têm se comunicado por literalmente bilhões de anos – e se nós apenas soubéssemos onde procurar e em qual freqüência, poderíamos nos juntar a esta rede de comunicação. Então isto, é claro, é totalmente especulativo – sem qualquer evidência para sua existência – o que diz, bem, você precisa considerar essa eventualidade, uma fração muito pequena de civilizações permanece detectável por um período muito, muito longo.

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“[Contatar outras civilizações] é muito caro, é melhor gastar nossos recursos ouvindo.” – Frank Drake.
Crédito da imagem: Arecibo Radio Telescope (Rádiotelescópio de Arecibo)
Grinspoon: faz sentido apenas pensar sobre as escalas de tempo da evolução. A evolução biológica levou uns poucos bilhões de anos (dependendo de quando você acredita que a vida começou) para chegar até aqui. E depois compare com a evolução tecnológica e olhe o quanto o mundo mudou apenas nos últimos 100 anos. Então quando tentamos imaginar a tecnologia mesmo 100 anos no futuro é desafiador. Tente imaginar a tecnologia daqui a milhares de anos, ou 10 mil anos.

Quando você começa a conversar sobre civilizações que podem ter durado um milhão ou um bilhão de anos, então você pode chamar isto de ficção científica, mas por acaso os escritores de ficção científica podem estar entre os mais qualificados dentre nós para imaginar essas possibilidades que parecem improváveis quando você não considera a escala de tempo da mudança tecnológica e ao que ela pode levar nessas escalas de tempo cosmológicas.

P: Nós não estamos tentando contatar oficialmente alguma coisa, é apenas através das nossas transmissões de TV e coisas assim. Mas em 20 anos, se realmente detectarmos um planeta parecido com a Terra em algum lugar, você acha que haveria um esforço para direcionar comunicação para ele? Se sim, seria por rádio ou óptica? Alguma opinião a respeito?

Drake: No momento nós não estamos tentando contatar outras civilizações. Nós não transmitimos. E há dois bons motivos para isto. Primeiro porque é muito caro, é melhor gastar nossos recursos ouvindo. E o outro é que a Terra está fazendo isto por nós de graça. Há 2.000 que recebem nossa televisão e cerca de 1.500 deles estão agora vendo o Super Bowl (o campeonato de futebol americano), querendo saber como vai acabar (dito em tom de brincadeira).

Mas há um protocolo que diz que se uma mensagem for detectada, não será respondida até que tenhamos entendido a mensagem, compreendido o suficiente o que esta mensagem pretende construir e se desejável, prover uma resposta significativa. Mas como isto deve ser feito ainda não foi determinado.

This story was originally published in English.


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