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Retrospections Não Definido em Rocha
 
Não Definido em Rocha
Tradutor: Bruno Martini
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Geology
Posted:   03/28/10
Author:    Alison Hawkes

Summary: Nos últimos 12.000 anos, o clima da Terra tem sido relativamente estável e hospitaleiro. Este tempo - a época do Holoceno - pode estar chegando a um fim enquanto um novo período na história geológica começa. Bem vindo ao Antropoceno - a "época humana".


Mudanças ambientais durante a Época do Holoceno mostram o começo de dramáticos picos, marcando o que pode ser o Antropoceno. Gráficos são cortesia dos autores Jan Zalasiewicz, et. al.
Bem vindos ao Antropoceno – a “época humana”. O tempo geológico pode ser visto gravado na rocha e certamente tem sido (como o definimos) pelos últimos 12.000 anos no Holoceno.

Mas o relativamente estável clima interglacial do Holoceno, tão hospitaleiro que permitiu a ascensão da civilização humana, parece estar chegando ao fim. Épocas geológicas são tipicamente definidas por distintas mudanças nas camadas sedimentares. Então, o que faz destes dias geologicamente diferentes? Bem, muito depois que todos tivermos desaparecido, um milhão de anos no futuro, alguma vida inteligente seria capaz de ver claros sinais de atividade humana nas mesmas camadas de solo ao redor do globo.

Para isto, o distúrbio tem de ser em uma escala massiva, e de fato é. Mudança climática, extinções em massa, erosão do solo, desmatamento, poluição, isótopos radioativos de testes nucleares, aumento do nível do mar, todas estas mudanças induzidas pela humanidade estão produzindo claros padrões de mudança que estão sendo documentados no solo.

O Antropoceno tem sido usado informalmente, começando com o químico Paul Crutzen, ganhador do Prêmio Nobel, que em 2002 cunhou a expressão involuntariamente em uma conferência, de acordo com a sua citação na Encyclopedia of Earth (Enciclopédia da Terra).

“... alguém disse alguma coisa sobre o Holoceno. De repente eu pensei que isto estava errado. O mundo tem mudado tanto. Então eu disse. Não, nós estamos no Antropoceno. Eu acabei inventando a palavra no calor do momento. Todos ficaram chocados. Mas parece ter ficado.”

Em fevereiro de 2008 um artigo da GSA Today (uma publicação mensal da Geological Sciety of America – Sociedade Geológica da América) defendeu a oficialização da época do Antropoceno entre os geólogos. Ele rastreia bem a forma como a atividade humana fez sua marca no registro geológico, da evidência biótica de pólen de ervas e restos de plantas cultivadas em áreas de assentamentos humanos do Holoceno Médio, para uma camada de poluição por chumbo que se estabeleceu nas calotas polares e depósitos de turfa do pântano dos tempos adiantados dos greco-romanos.

Os autores escrevem:

A atividade humana, então, pode ajudar a caracterizar o estrato do Holoceno, mas ela não cria condições ambientais novas e globais que poderiam se traduzir em um sinal estratigráfico fundamentalmente diferente.

Mudança no pH da superfície do mar causado por CO2 antropogênico de 1.700 a 1990.
Crédito: Wikipedia Commons
Isto só começou a acontecer durante a Revolução Industrial, que resultou em uma dramática erosão devido à expansão da agricultura e construção, o represamento da maioria dos principais rios, mudando assim os padrões sedimentares, as ondas de extinção e a substituição da vegetação natural como monoculturas agrícolas, acidificação dos oceanos e, é claro, um pico nos níveis de dióxido de carbono.

Um aumento de temperatura entre 2 a 11,5 graus Fahrenheit, como previsto por modelos de mudança climática, não foram vistos desde o período Terciário 66 milhões de anos atrás, quando mamíferos substituíram os répteis como os vertebrados predominantes, determina o artigo.

O primeiro passo para oficializar o Antropoceno é selecionar uma data em que ele tenha começado – não é exatamente uma tarefa fácil, considerando que o impacto humano não foi uniforme pelo globo através da história. Será que faz sentido começar com a inauguração da Revolução Industrial no oeste?

Um sinal claro de que nós já estamos bem dentro do Antropoceno é que nós falamos não apenas sobre a destruição humana da Terra, mas também contemplamos formas de consertá-la através de geo-engenharia. Neste mês a revista Wired realizou uma revisão do livro Hack the Planet por Eli Kintisch sobre abraçar nosso “papel de Deus” uma vez que as coisas mudaram tanto que “mordomia” não é mais uma opção.


This story was originally published in English.


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