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Afinal, Quantas Civilizações Alienígenas Há?
Tradutor: Bruno Martini
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Alien Life
Posted:   11/30/12
Author:    Bruno Martini

Summary: Em 2010 Claudio Maccone usou a famosa equação de Frank Drake que estima a vida alienígena para criar a Equação de Drake Estatística. Apesar dos valores numéricos não serem o verdadeiro objetivo, alguns dos seus resultados publicados podem ser boas notícias para a comunidade do SETI.


Frank Drake escreve sua fórmula para estimar a vida alienígena na galáxia, a equação de Drake.
Durante a era espacial, o ano de 1961 foi especial pelo cosmonauta russo Yuri Gagarin ter sido o primeiro homem a orbitar a Terra, enquanto o astrônomo americano Frank Drake desenvolvia a hoje famosa Equação de Drake. Esta equação estima o número de civilizações extraterrestres detectáveis na nossa galáxia da Via Láctea, supondo nossos métodos atuais de detecção eletromagnética. De fato a equação de Drake estabelece:

N Ns x fp x ne x fl x fi x fc x fL

N = número de civilizações alienígenas na Via Láctea
Ns  = número estimado de estrelas na Via Láctea;
fp = fração ou percentagem destas estrelas com planetas em suas órbitas;
ne = número médio destes planetas com potencial para abrigar vida como a conhecemos;
fl = percentagem destes planetas que de fato desenvolvem vida;
fi = percentagem destes planetas que efetivamente desenvolvem inteligência no nível humano;
fc = percentagem destas civilizações que efetivamente desenvolvem tecnologias que emitem radiação eletromagnética;
fL  = percentagem destas civilizações que continuam emitindo sinais eletromagnéticos para o espaço. Este fator é extremamente dependente do tempo que uma civilização permanece eletromagneticamente comunicativa.

Olhando para os fatores da equação de Drake, é óbvio que nenhum pode ser precisamente determinado pela ciência moderna. Mais que isto, seguindo a equação da esquerda para a direita, mais controverso se torna para estimar cada fator. Os últimos termos são altamente especulativos e os valores que podem ser atribuídos a cada um deles pode dizer mais sobre as crenças da pessoa que sobre fatos científicos.

O astrônomo Claudio Maccone revisita a equação de Drake. Crédito: SETI League
Mas a equação de Drake não pode ser avaliada apenas pelos valores numéricos que ela produz. Alguns dizem que a equação de Drake é uma forma de organizar nossa ignorância. Na verdade, ao expor a hipótese da inteligência extraterrestre matematicamente, nós limitamos as possibilidades reais para cada termo e nos aproximamos da questão final: quantas civilizações alienígenas há?

O termo L é considerado o mais importante na equação de Drake. Não temos ideia de quanto tempo uma civilização tecnológica pode durar. Mesmo se apenas uma civilização extraterrestre durar por bilhões de anos, ou se tornar imortal, o fator L seria o suficiente para resumir a equação de Drake para N = L. De fato, Frank Drake reconhece isto expondo na placa de seu carro: “ NEQLSL" (que em inglês significa “N é igual a L”).

Desde que Drake publicou sua equação, surgiram dúzias de artigos que sugeriam novas considerações. Um destes artigos artigo se destaca por adicionar princípios probabilísticos bem estabelecidos da estatística. Em 2010, o astrônomo italiano Claudio Maccone publicou na Acta Astronautica a Equação de Drake Estatística (EDE). Ela é matematicamente mais complexa e robusta que a Equação de Drake Clássica (EDC).

A EDE é baseada no Teorema do Limite Central. O Teorema do Limite Central estabelece que dado suficiente número de variáveis aleatórias independentes com médias e variâncias finitas, essas variáveis terão uma distribuição normal, como a representada por uma curva Gaussiana ou em forma de sino em um gráfico. Desta forma, cada um dos sete fatores da equação de Drake se tornam variáveis aleatórias positivas independentes. Nesse artigo, Maccone testou sua EDE usando valores usualmente aceitos pela comunidade SETI e o resultado pode soar como boas notícias para os “caçadores de alienígenas”.

Apesar dos resultados numéricos não serem seu objetivo, Maccone estimou com sua EDE que nossa galáxia pode abrigar 4.590 civilizações extraterrestres. Assumindo os mesmos valores para cada termo a Equação de Drake Clássica estima apenas 3.500. Então, a EDE adiciona mais de 1.000 civilizações para a estimativa anterior.

Curva Gaussiana ou em sino mostrando a probabilidade de se encontrar a civilização extraterrestre mais próxima da Terra. Crédito: Maccone (2010)
Outra vantagem da EDE é incorporar o conceito de desvio padrão, que mostra quanta variação existe entre um valor médio. Neste caso o conceito de desvio padrão é bem alto: 11.195. Em outras palavras, além da sociedade humana, de zero a 15.785 sociedades tecnologicamente avançadas podem existir na Via Láctea.

Se essas sociedades fossem igualmente espaçadas, elas poderiam estar a uma distância de 28.845 anos-luz uma da outra. Isto é muito distante para ter um diálogo, mesmo através de radiação eletromagnética viajando na velocidade da luz. Então, mesmo com tal potencialmente alto número de civilizações avançadas, a comunicação interestelar continuaria a ser um grande desafio tecnológico.

Ainda de acordo com a EDE, a distância média em que esperamos encontrar alguma forma de vida alienígena inteligente pode ser de 2.670 anos-luz da Terra. Há 75% de chance que a encontremos entre 1.361 e 3.979 anos-luz de distância.

A 500 anos-luz de distância, a chance de detectarmos algum sinal de civilizações alienígenas é quase zero. E este é exatamente o alcance que nossa presente tecnologia está procurando por sinais de rádio extraterrestres. Então, o “Grande Silêncio” detectado por nossos radiotelescópios não é em nada desencorajador. Nossos sinais apenas precisam viajar um pouco mais – pelo menos 900 anos-luz ou mais – antes que eles tenham uma alta chance de cruzar uma civilização avançada.

This story was originally published in English.


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