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Retrospections Construindo um Disco Voador
 
Construindo um Disco Voador
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Robotics & A.I.
Posted:   06/14/08
Author:    Tradutor: Bruno Martini

Summary: Um novo projeto de "disco voador" para um protótipo de aeronave pode um dia ajudar na exploração de outros planetas e luas, incluindo a lua de Saturno, Titã. A tecnologia poderia ser utilizada para explorar muitos lugares interessantes para a astrobiologia no nosso sistema solar.

Discos voadores podem logo ser mais fato que mera ficção científica.

 

Com sua atmosfera densa e expandida, o globo laranja de Titã brilha suavemente, rodeado por um halo fino e roxo enevoado de dispersão da luz.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute

O professor de engenharia mecânica e aeroespacial da Universidade da Flórida (University of Florida) Subtrata Roy submeteu um pedido de patente para um projeto de aeronave circular e giratória similar a de espaçonaves vistas em incontáveis filmes de Hollywood. Roy, no entanto, chama seu projeto de “veículo aéreo eletromagnético sem asa”, WEAV em inglês.

O protótipo proposto é pequeno – a aeronave medirá menos de 6 polegadas (15,2 cm) de diâmetro – e será suficientemente eficiente para ser alimentada por baterias a bordo.

Roy disse que o projeto pode ser ampliado e teoricamente funcionaria em uma escala muito maior. Mesmo em miniatura, contudo, o projeto tem muitos usos.

As mais óbvias funções seriam vigilância e navegação. A aeronave poderia ser projetada para carregar uma luz e câmera e poderia ser controlada remotamente a grandes distâncias, ele disse.

Apropriadamente, Roy disse que um dia seu disco voador poderia voar através de outras atmosferas além da Terra. Por exemplo, a aeronave poderia ser um veículo ideal para a exploração de Titã, a sexta lua de Saturno, que possui uma alta densidade do ar e baixa gravidade, disse Roy. A tecnologia poderia beneficiar futuros estudos de astrobiologia em Titã a respeito da química orgânica de luas. Estudar a química orgânica de Titã poderia levar a pistas sobre a origem das moléculas precursoras da vida na Terra.

A Força Aérea dos EUA (US Air Force) e a NASA expressaram interesse na aeronave e a universidade está empenhada em licenciar o projeto, ele disse.

“Isto é um conceito muito novo e se for bem sucedido, será revolucionário”, disse Roy.

O veículo será abastecido por um fenômeno chamado magnetohidrodinâmica, ou a força criada quando uma corrente ou um campo magnético é passada através de um fluido condutor. No caso da aeronave de Roy, o fluido condutor será criado por eletrodos que cobrem cada uma das superfícies do veículo e ioniza o ar no entorno em plasma.

A força criada pela passagem de uma corrente elétrica através deste plasma empurra o ar circundante e este ar em rotação cria uma força de sustentação e momentum e provém estabilidade contra rajadas de vento. Visando maximizar a área de contato entre o ar e o veículo, o projeto de Roy é parcialmente côncavo e continuamente curvado, como uma fôrma de pudim eletromagnética voadora.

Ilustração em corte do WEAV.
Crédito: Universidade da Flórida.

Um dos aspectos mais revolucionários do uso de Roy da magnetohidrodinâmica é que o veículo não terá partes móveis. A ausência das tradicionais partes mecânicas da aeronave, como propelentes ou motores a jato, deverá prover tremenda confiabilidade, afirmou Roy. Tal projeto também permitirá ao WEAV pairar e decolar verticalmente.

Embora o projeto seja promissor no papel, obstáculos enormes existem entre o esboço e a decolagem.

Nenhuma aeronave propelida por plasma teve sucesso em decolar na Terra. Tais projetos obtiveram algum sucesso no espaço, onde a gravidade e o arrasto são mínimos, mas um veículo que pretende voar dentro da atmosfera terrestre precisará de pelo menos uma ordem de magnitude a mais de propulsão, afirma Roy.

A fonte de energia também precisa ser extremamente leve e ainda conseguir produzir suficiente energia para gerar o plasma necessário. Sem mencionar o fato de que o mesmo plasma que irá permitir à aeronave voar também interferirá com as ondas eletromagnéticas necessárias para a comunicação com o veículo.

Mas Roy está confiante de que a natureza singular de seu projeto irá permitir sanar os obstáculos tecnológicos e ganhar os céus, e ele não é dissuadido pelo risco de fracasso.

“Claro que o risco é enorme, mas também são os ganhos”, ele diz. “Se obtiver sucesso, teremos uma aeronave, um disco e um helicóptero, tudo em uma única personificação”.

O sistema de propulsão para o disco de Roy se desenvolve a partir de sua extensiva pesquisa de plasma financiada pela ação da Força Aérea dos EUA, cujos resultados foram publicados em mais de 15 jornais científicos.

A produção da aeronave será um projeto conjunto do departamento de engenharia aeroespacial e mecânica da UF e seu departamento de engenharia da computação.

This story was originally published in English.


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