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Os Efeitos no Clima de Bactérias que Voam Alto
notícia publicada pela Nature
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Extreme Life
Posted:   01/30/13
Author:    Tradutor: Bruno Martini

Summary: Um novo estudo mostra que bactérias que sobrevivem nas severas condições da atmosfera superior podem afetar a meteorologia e o clima do planeta Terra.

Micróbios encontrados em altitudes extremas podem influenciar a precipitação e a densidade de nuvens.

Aparentemente nuvens silenciosas são feitas de bactérias carregadas por ar imundo. Crédito: Fotografia de Joe Chen/Getty.
Assolada por ventos áridos e raios ultravioleta, algumas bactérias não apenas sobrevivem na atmosfera superior, mas podem afetar o tempo e o clima, de acordo com um estudo publicado em 28 de janeiro na Proceedings of the National Academy of Sciences.

Em uma das primeiras tentativas de explorar a microbiologia atmosférica em alta altitude, pesquisadores analisaram amostras de ar de uma missão de seis semanas de pesquisa de furacão pela NASA em 2010. Um total de 314 diferentes tipos de bactérias foi coletado nas massas de ar ao redor de 10 quilômetros acima do Golfo do México, Mar do Caribe, Oceano Atlântico e dos Estados Unidos continental. Apesar dos cientistas terem aprisionado apenas uma pequena parcela de material, bactérias contaram como aproximadamente 20% de todas as partículas – biológicas e não biológicas – uma maior proporção que na atmosfera próxima da Terra.

“Estou realmente muito, muito surpreso com a alta densidade bacteriana nestas grandes altitudes”, disse Ulrich Karlson, um microbiólogo ambiental da Aarhus University (Universidade de Aarhus) na Dinamarca, que não estava envolvido no estudo “Este é claramente um ambiente hostil”.

Um dos próximos desafios é descobrir o papel destes organismos, afirma Konstantinos Konstantinidis, um microbiólogo ambiental do Georgia Institute of Technology (Instituto de Tecnologia da Geórgia) em Atlanta e um dos autores do estudo.

A semente de uma ideia

A análise genética revelou que alguns micróbios da atmosfera superior estão relacionados a bactérias que se acredita catalisarem formações de cristais de gelo e condensação de nuvens. O processo fundamental, chamado nucleação, ocorre quando moléculas de água no ar coalescem ao redor de uma partícula-semente, geralmente poeira ou fuligem. Dependendo da temperatura, estes complexos podem crescer para gotas maiores ou bolas congeladas de gelo, levando à formação de nuvens e chuva ou neve.

A estudante de pós-graduação da Georgia Tech Natasha DeLeon-Rodriguez, primeira autora do estudo, mostra uma placa de Agar em que bactérias retiradas de amostras de ar da troposfera estão crescendo. Crédito: Georgia Tech Photo: Gary Meek
As últimas descobertas apoiam teorias emergentes de que comunidades bacterianas, especialmente na atmosfera superior onde a poeira é relativamente rara, poderiam influenciar o tempo e o clima, afirma o co-autor do estudo Athanasios Nenes, um cientista atmosférico do Instituto de Tecnologia da Geórgia.

“Há um crescente reconhecimento de que elas não são apenas esporos que estão flutuando por aí”, diz Noah Fierer, uma ecóloga microbiana da University of Colorado (Universidade do Colorado) em Boulder. Mas Fierer diz que mais pesquisas são necessárias para entender a importância relativa de bactérias aéreas, comparado com os outros elementos atmosféricos.

Ventos da Mudança

Amostras coletadas pela missão da NASA antes, durante e depois de dois furacões também permitiram a pesquisadores estudar os efeitos de condições do tempo extremas no microbioma bacteriano. As tempestades injetaram um enorme número de novas células – incluindo bactérias fecais – bem alto no céu.

A composição bacteriana variou com a localidade e o tempo, mas 17 tipos de bactérias formaram um núcleo microbiano por todas as amostras. Fierer diz que entender mais a respeito da ecologia bacteriana do céu representa uma excitante nova fronteira para a história natural. “O que está lá e como o que está lá muda com o tempo? Estas são coisas que não sabemos.”

This story was originally published in English


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