Astrônomos Antecipam 100 Bilhões de Planetas Semelhantes à Terra

 

Dr. Phil Yock do Departamento de Física da Universidade de Auckland. Crédito:University of Auckland

Pesquisadores da Universidade de Auckland (Auckland University) da Nova Zelândia propuseram um novo método para encontrar planetas semelhantes à Terra e eles antecipam que o número será da ordem de 100 bilhões.

A estratégia usa a técnica chamada gravitational microlensing (microlente gravitacional) atualmente usada por uma colaboração Japão-Nova Zelândia chamada MOA (Microlensing Observation in Astrophysics) ou Observações de Microlente em Astrofísica no Observatório Mt. John da Nova Zelândia. Seu trabalho aparecerá no jornal de imprensa Notícias Mensais (Press journal Monthly Notices) da Real Sociedade Astronômica (Royal Astronomical Society).

O primeiro autor Dr. Phil Yock do Departamento de Física da Universidade de Auckland explica que o trabalho requerirá uma combinação de dados de microlensing e do telescópio espacial Kepler da NASA.

“O Kepler encontra planetas semelhantes à Terra que estão bem próximos de suas estrelas parentais e se estima que há 17 bilhões de planetas assim na Via Láctea. Estes planetas são geralmente mais quentes que a Terra, apesar de alguns poderem ter uma temperatura similar (e portanto mais habitáveis) se eles estiverem orbitando uma estrela fria chamada de anã vermelha.”

“Nossa proposta é medir o número de planetas com a massa da Terra orbitando estrelas a uma distância tipicamente o dobro da distância Sol-Terra. Nossas planetas serão então mais frios que a Terra. Interpolando resultados do Kepler e MOA, nós devemos obter uma boa estimativa do número de planetas semelhantes à Terra habitáveis na galáxia. Antecipamos um número da ordem de 100 bilhões.”

“Claro, será um longo caminho a percorrer desde medir este número até efetivamente encontrar planetas habitáveis, mas será um passo nesta direção.”

Concepção artística da nossa Via Láctea com a localização de nossa estrela, o Sol, destacado. Crédito da imagem:NASA

O primeiro planeta orbitando uma estrela como o Sol não foi encontrado até 1995, apesar de esforços strenous pelos astrônomos. O Dr. Yock explica que isto reflete a dificuldade de detectar a distância um minúsculo objeto não luminoso como a Terra orbitando um objeto brilhante como o Sol. O planeta está perdido no resplendor da estrela, então métodos indiretos de detecção precisam ser usados.

Sempre que o Kepler mede a perda de luz de uma estrela quando um planeta orbita entre nós e a estrela, a microlensing mede a deflecção de luz de uma estrela distante que passa através de um sistema planetário em rota para a Terra – efeito previsto por Einstein em 1936.

Em anos recentes, a microlensing tem sido usada para detectar diversos planetas tão grandes quanto Netuno e Júpiter. Dr. Yock e seus colegas propuseram uma nova estratégia de microlensing para detectar as minúsculas deflecções causadas por um planeta do tamanho da Terra. Simulações rodadas pelo Dr. Yock e seus colegas – estudantes e antigos estudantes da Universidade de Auckland e da França – mostraram que planetas do tamanho da Terra poderiam ser detectados mais facilmente se uma rede mundial de telescópios robóticos de tamanho moderado estivesse disponível para monitorá-los.

Coincidentemente, tal rede de telescópios de 1 a 2 m está sendo deployed pela Rede Global de Telescópios do Observatório de Las Cumbres (Las Cumbres Observatory Global Telescope Network – LCOGT) com a Aliança de Física das Universidades Escocesas SUPA/St. Andrews (Scotish Universities Physics Alliance), com três telescópios no Chile, três na África do Sul, três na Astrália, um no Texas e outro no Havaí (ambos nos EUA). Esta rede é usada para estudar eventos de microlensing em conjunto com o Telescópio Liverpool nas Ilhas Canárias, que pertence e é operado pela Universidade Liverpool John Moores (Liverpool John Moores University).

Espera-se que os dados deste conjunto de telescópios será suplementada por medidas usando os telescópios já existentes, como o de 1,8 m da MOA em Mt. John, o telescópio polonês de 1,3 m no Chile conhecido como OGLE e o recém aberto telescópio Harlingten de 1,3 m na Tasmânia (Austrália).

This story was originally published in English.

 



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